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	<title>Revista Vericia &#187; Mercado Imobiliário</title>
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	<pubDate>Thu, 02 Apr 2009 17:22:13 +0000</pubDate>
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		<title>Imóveis em tempos de crise</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Apr 2009 17:09:33 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Os mercados enlouqueceram e a rotina é quase a mesma, dia sim, dia não. Ao ligar o rádio ou acessar a Internet logo pela manhã ao longo das últimas semanas, a notícia se repetiu um bocado de vezes: bolsas asiáticas em franco declínio, acompanhadas pelas européias e, por fim, pelo ocidente. São Paulo, centro da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os mercados enlouqueceram e a rotina é quase a mesma, dia sim, dia não. Ao ligar o rádio ou acessar a Internet logo pela manhã ao longo das últimas semanas, a notícia se repetiu um bocado de vezes: bolsas asiáticas em franco declínio, acompanhadas pelas européias e, por fim, pelo ocidente. São Paulo, centro da economia nacional, não ficou imune à crise. </p>
<p>Já enfrentamos situações similares, por motivos diversos, especialmente na última década. Depois de um longo período de bonança, agora é a expectativa de uma recessão mundial que atormenta a vida dos investidores, gera turbulências, nervosismo, pessimismo, tensão. Nessas horas é inevitável que muitos investidores busquem alternativas à volatilidade aguda que o mercado financeiro está vivendo, além, evidentemente, da alta do dólar. </p>
<p>A tendência, inexorável, é a migração para o investimento em imóveis, residenciais ou comerciais, visando à renda proporcionada pelo aluguel mensal e, no longo prazo, à valorização da unidade, que será então comercializada. Esse movimento natural deverá ser deflagrado em pouco tempo, à medida que as pessoas perceberem que os altos e baixos do mercado financeiro irão perdurar, conforme alguns analistas nacionais e internacionais já comentam. </p>
<p>Tal migração ainda não ocorreu por influência da crise do mercado imobiliário norte-americano, mas há claramente, neste caso, uma certa confusão. Nos EUA o problema aconteceu porque a concessão de crédito imobiliário era desenfreada. No Brasil as regras ainda são bastante rígidas e grande parte das vendas de imóveis são realizadas à vista. </p>
<p>Historicamente o imóvel representa, no Brasil, alternativa segura para investidores que não gostam ou não podem arriscar na montanha-russa das bolsas de valores. Nos últimos anos, entretanto, houve intensiva migração de investimentos para o mercado de capitais, de pessoas seduzidas pelos ganhos expressivos e incomparáveis com a compra e venda de ações e que realmente foram vultosos em um momento de estabilidade e crescimento da economia em todo o planeta. Parte dessas pessoas, agora, está no mínimo cética. E o ceticismo leva à prudência. </p>
<p>Hoje, a rentabilidade dos imóveis alugados gira em torno de 1% do valor de venda, rendimento superior à caderneta de poupança e a muitos fundos de renda fixa. Soma-se a isso o fato de os lançamentos imobiliários terem influenciado na valorização de diversas regiões do país, especialmente em São Paulo, e temos um cenário promissor para quem não quer correr riscos e nem tem necessidade de liquidez para seu investimento. </p>
<p>Mas o mercado imobiliário, assim como qualquer outro, exige conhecimento, informação, cautela e assessoria técnica. Para ter retorno competitivo é preciso, antes de tudo, comprar bem, observando a vocação da região e do imóvel desejado, potencial de rentabilidade e condições de conservação da unidade, dentre outros quesitos. Uma opção interessante é adquirir imóveis já alugados, evitando o risco de ter que arcar com despesas como IPTU, condomínio e conta de água enquanto a nova locação não for fechada. </p>
<p>Mais do que apenas alugar, é preciso controlar e acompanhar o andamento dos contratos. O locador precisa, por exemplo, estar atento a todos os detalhes da administração, inclusive ao recolhimento de uma série de encargos que são emitidos em nome do proprietário do imóvel, mas que em geral são pagos pelo inquilino. </p>
<p>A locação deve ser, portanto, administrada, assim como as aplicações financeiras são gerenciadas por bancos ou corretoras, sob pena de o locador se ver às voltas com passivos ao longo ou ao término do contrato. O porto seguro imobiliário é, sem sombra de dúvida, uma realidade, desde que o investidor possa acompanhar todos os passos e seja respaldado por consultores especializados nesse mercado.</p>
<p>Carlos Lima<br />
empresário e corretor de imóveis, proprietário da Terracapital<br />
Brasília - DF</p>
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		<title>Governo lança programa para construir 1 milhão de casas</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Mar 2009 20:04:06 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Brasília - O Plano Nacional de Habitação, lançado hoje pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, custará R$ 34 bilhões, segundo documento distribuído nesta quarta-feira. O programa, que recebeu o nome &#8220;Minha casa, minha vida&#8221;, vai construir 1 milhão de moradias para famílias com renda de até 10 salários mínimos. Do total de recursos, R$ [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Brasília - O Plano Nacional de Habitação, lançado hoje pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, custará R$ 34 bilhões, segundo documento distribuído nesta quarta-feira. O programa, que recebeu o nome &#8220;Minha casa, minha vida&#8221;, vai construir 1 milhão de moradias para famílias com renda de até 10 salários mínimos. Do total de recursos, R$ 16 bilhões terão subsídios da União e R$ 10 bilhões, subsídios dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).</p>
<p>Ainda segundo o documento, o Fundo Garantidor em financiamento do FGTS entrará com R$ 2 bilhões e o seguro em financiamentos do FGTS com mais R$ 1 bilhão.</p>
<p>Também está previsto mais R$ 1 bilhão para o refinanciamento de prestações da casa própria. A União ainda financiará a infraestrutura, com mais R$ 5 bilhões, e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômicos e Social (BNDES) entrará com mais R$ 1 bilhão para financiar a cadeia produtiva.</p>
<p>Segundo o documento, existe hoje um déficit habitacional no País de 7,2 milhões de moradias, sendo que 90,9% estão concentrados na faixa de renda entre zero e três salários mínimos. Com isso, serão construídas 400 mil unidades para famílias com renda entre zero e três salários mínimos. Outras 200 mil casas serão destinadas para a faixa de renda familiar entre três e quatro salários mínimos. Para a faixa de quatro a cinco salários mínimos, serão 100 mil unidades e outras 100 mil para as famílias com renda entre cinco e seis salários mínimos. Para famílias com renda entre seis e 10 salários mínimos serão construídas 200 mil casas. O salário mínimo em vigor hoje é de R$ 465,00.</p>
<p>O documento informa que o maior déficit de moradias concentra-se nas regiões metropolitanas e, de acordo com o documento, a estimativa do governo é de que essa defasagem habitacional será reduzida em 14% com o plano anunciado hoje. Ainda de acordo com o documento, a distribuição por Estados respeitará a composição do déficit habitacional, sendo que 37% do total das construções ficarão na região Sudeste; 34% no Nordeste; 12% na região Sul; 10% na região Norte e 7% no Centro-Oeste.</p>
<p>Subsídios<br />
O Plano Nacional de Habitação dará subsídio integral, com isenção de seguro, para as famílias com renda de até três salários mínimos. Segundo o documento, as famílias com renda de três a seis salários mínimos terão subsídio parcial nos financiamentos, com redução dos custos de seguro e acesso ao Fundo Garantidor.</p>
<p>Para as famílias com renda de seis a dez salários mínimos, haverá um estímulo à compra da casa própria com redução dos custos do seguro e acesso ao Fundo Garantidor.</p>
<p>O documento informa ainda que, para compatibilizar a prestação da casa própria com a capacidade de pagamento da família, a primeira prestação será paga apenas na entrega do imóvel. Haverá um pagamento opcional de entrada nos casos de financiamento.</p>
<p>O programa prevê ainda um comprometimento máximo de 20% da renda para o financiamento. Haverá também uma redução do risco do financiamento no Fundo Garantidor, um barateamento do seguro e desoneração fiscal e de custos cartoriais.</p>
<p>Renata Veríssimo e Adriana Fernandes</p>
<p>Publicado no jornal O Estado de São Paulo em 25 de março de 2009</p>
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		<title>Buscas por imóveis na web já superam classificados de jornais, diz Ibope</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Mar 2009 19:22:45 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A web tem roubado espaço não apenas do noticiário dos jornais impressos. Ela agora começa a invadir também uma outra área, tão ou mais sensível para as grandes empresas jornalísticas: a dos anúncios classificados para a venda de imóveis.
Pesquisa feita pelo Ibope sobre as “Tendências imobiliárias na cidade de São Paulo” revela que as buscas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A web tem roubado espaço não apenas do noticiário dos jornais impressos. Ela agora começa a invadir também uma outra área, tão ou mais sensível para as grandes empresas jornalísticas: a dos anúncios classificados para a venda de imóveis.<br />
Pesquisa feita pelo Ibope sobre as “Tendências imobiliárias na cidade de São Paulo” revela que as buscas feitas na web por pessoas que estão à procura de imóvel já superam a de anúncios classificados. Para a pesquisa, foram ouvidas 2.395 pessoas das classes A, B e C, representativas da população que busca um imóvel para comprar, segundo o diretor de inteligência de mercado do Ibope Inteligência, Marcelo Coutinho.<br />
Ele foi um dos palestrantes nesta quinta-feira, 19, no Web Expo Forum, promovido pelas revistas TI INSIDE, TELETIME E TELA VIVA. De acordo com a pesquisa, hoje 49% da população geral usam a internet para procurar imóvel na capital paulista, contra 44% daqueles que recorrem aos anúncios classificados nos jornais.<br />
Em outra pesquisa, feita com os chamados &#8220;heavy users&#8221;, internautas que usam intensamente seus PCs para acessar a rede mundial, o Ibope verificou que as opiniões de consumidores em sites de lojas, blogs e em redes socais já impactaram ou ultrapassaram os anúncios na TV.<br />
A pesquisa perguntou a 600 heavy users o que eles consideravam importante antes da decisão de compra de um produto. O resultado é que 37% disseram levar em conta a opinião de consumidores em sites de lojas, 33%, as observações feitas em blogs, e 19%, as opiniões de usuários de redes sociais. Os anúncios na TV foram citados por 19% dos internautas. </p>
<p>Postado por Joel Francischetti, 19 de março de 2009<br />
Publicado no Blog Gestão Imobiliária<br />
http://gestor-imobiliario.blogspot.com/2009/03/buscas-por-imoveis-na-web-ja-superam.html</p>
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		<title>Brasil consolida política anti sub-prime</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Mar 2009 22:17:55 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A atual crise financeira internacional trouxe fortes impactos sobre a economia brasileira. No entanto, nosso país mostrou uma nova capacidade de resistir a choques externos, tanto que os impactos estão sendo menores que em outras crises e menos intensos do que nos países desenvolvidos.
Para isso, foram importantes o crescimento dos últimos anos, a ampliação dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A atual crise financeira internacional trouxe fortes impactos sobre a economia brasileira. No entanto, nosso país mostrou uma nova capacidade de resistir a choques externos, tanto que os impactos estão sendo menores que em outras crises e menos intensos do que nos países desenvolvidos.<br />
Para isso, foram importantes o crescimento dos últimos anos, a ampliação dos investimentos e da capacidade instalada, a incorporação de brasileiros ao consumo e à cidadania, a adaptação da política comercial à nova realidade do mercado externo, a geração de superávits e a ampliação das reservas internacionais. O governo federal também agiu tempestivamente, enfrentando a escassez do crédito e a redução da capacidade produtiva, acentuadas pela crise internacional.<br />
Mas também foram importantes as condições do sistema bancário. Os elevados depósitos compulsórios permitiram um maior direcionamento do crédito, sobretudo para a agricultura e a habitação. Depois de anos onde a palavra de ordem foi a privatização, consolidou-se um competitivo setor bancário público. Estes detêm cerca de 1/3 dos ativos totais, sendo que a Caixa é responsável por mais de 57% dos financiamentos habitacionais e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social concentra a quase totalidade dos financiamentos de longo prazo, permitindo, assim, uma intervenção positiva na atual crise.<br />
Não menos importante, o governo federal não se omitiu frente ao grave problema social da moradia, e conseguiu tirar o setor habitacional do marasmo em que se encontrava desde os anos 80. É verdade que este esforço ocorreu em conjunto com o segmento empresarial, que tinha um diagnóstico das deficiências e propostas para superá-las.<br />
Desde 2003 - através de processo que buscou amplo entendimento entre os vários atores – reergueu-se a construção habitacional, ampliou-se o crédito e melhoram-se as condições institucionais. Desenvolveu-se o Sistema Nacional de Habitação e criaram-se mecanismos e incentivos – como o Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social, criado através de iniciativa popular – que permitem que o Estado, nas três esferas de governo, possa praticar uma política de subsídios transparente, sem a qual, não haverá acesso à moradia pelas famílias de menor renda.<br />
Em paralelo, fortaleceu-se o FGTS e aperfeiçoaram-se as regulamentações voltadas ao setor, tais como o patrimônio de afetação, a regra do valor incontroverso e as reduções de carga tributária, sem as quais também não se teria alcançado o desempenho dos últimos anos.<br />
Tais esforços, conduzidos pelo governo federal, favoreceram o intenso crescimento do setor da construção civil sem que houvesse o abandono dos menos favorecidos, como desejavam os economistas conservadores que brandiam as propostas do Estado Mínimo e do fim das políticas públicas.<br />
Nunca é demais lembrar que foi a expansão das finanças – em mercados altamente desregulados – que reduziu as políticas públicas. Muitos países tentaram simplesmente transferir parte das responsabilidades do Estado ao mercado e este procedimento, aliado à desregulamentação, responde, em grande medida, pela atual crise internacional.<br />
Na origem da crise dos sub-prime americanos estava este procedimento. Abandonada a população de mais baixa renda à sua própria sorte, esta foi atendida apenas pelo sistema financeiro, porém com taxas de juros mais elevadas, dado o risco embutido na operação. E, beneficiando-se da ausência de transparência e de controles do mercado financeiro, suas hipotecas foram “empacotadas” e transferidas para bancos de investimentos e fundos que as passavam adiante sem nenhum constrangimento. Quando dos primeiros solavancos&#8230;<br />
No Brasil, o pacote habitacional a ser anunciado proximamente - dadas as informações já veiculadas pela mídia – mostra que outra política é possível. As questões em discussão, relativas à construção de cerca de um milhão de novos imóveis até 2010, aos subsídios para os mutuários que ganham até três salários mínimos e à constituição de um Fundo Garantidor, indicam a consolidação de uma política habitacional que incorpora as camadas de menor renda, mas também de mecanismos de segurança e prevenção contra riscos exacerbados de inadimplência. Enfim, consolida-se no Brasil um verdadeiro anti sub-prime.<br />
Ao incorporar um aumento do subsídio à habitação popular, baratear os seguros no financiamento à população de menor renda, criar um fundo garantidor e abrir uma linha especial de financiamento para a infra-estrutura das áreas desses empreendimentos, este novo pacote habitacional pode tornar-se exemplar e indicar - não só para Brasil - de que é possível, mesmo em meio a uma grave crise internacional, deixar de lado a omissão do Estado e o vale-tudo de mercados desregulados.</p>
<p>* <strong>Suely Muniz</strong>, pesquisadora do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (1985-2008), Diretora Financeira e Presidente da COHAB-SP (2001-2004), é Doutora pela POLI-USP e economista.<br />
* <strong>Jorge Mattoso</strong>, professor doutor na UNICAMP (1985-2008), presidente da Caixa Econômica Federal (2003-2006), é Secretário de Finanças em São Bernardo do Campo, SP.</p>
<p><a href="http://revista.vericia.com/wp-content/uploads/2009/03/novo_.png"><img class="alignnone size-full wp-image-211" title="novo_" src="http://revista.vericia.com/wp-content/uploads/2009/03/novo_.png" alt="novo_" width="1017" height="287" /></a></p>
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		<title>Setor de imóveis troca estande pelo mouse</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Jan 2009 14:00:09 +0000</pubDate>
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Há um ano, a gerente comercial Daniela Camarinha, de 35 anos, não aguentava mais procurar apartamento. Com um filho recém-nascido e um marido cujo tempo livre era difícil de conciliar com o seu, ela se viu obrigada a procurar uma solução alternativa para encontrar um novo lar para a família. Decidiu iniciar a compra do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><span style="mso-no-proof: no;"><span style="font-size: small;"></span></span></div>
<p><span style="mso-no-proof: no;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Times New Roman;"><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; mso-no-proof: no;"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-no-proof: no;">Há um ano, a gerente comercial Daniela Camarinha, de 35 anos, não aguentava mais procurar apartamento. Com um filho recém-nascido e um marido cujo tempo livre era difícil de conciliar com o seu, ela se viu obrigada a procurar uma solução alternativa para encontrar um novo lar para a família. Decidiu iniciar a compra do imóvel pela internet. &#8220;Eu já conhecia a marca Tecnisa, descobri que eles tinham um site bastante completo, que permitia visualizar com detalhes o estágio das obras, e me senti segura para comprar&#8221;, diz Daniela, que escolheu um apartamento em Moema, de cerca de R$ 550 mil.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-no-proof: no;">Todo o processo, que durou cerca de dez dias, foi encaminhado on-line, com direito a tira-dúvidas em tempo real, altas horas da noite. Por meio de chat e e-mail, Daniela e o marido elucidaram desde questões básicas, como os serviços oferecidos, até a documentação necessária e as formas de pagamento. Mesmo a contraproposta do marido, que preferia quitar o imóvel em pouquíssimas parcelas, foi aceita on-line. Até a assinatura no cartório, só uma visita foi feita ao empreendimento.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-no-proof: no;">O mercado imobiliário está cada dia mais disposto a fisgar compradores que estejam ao alcance do mouse, como Daniela. Principalmente neste momento de crise econômica, as incorporadoras vêem na internet a chance de diminuir os custos de venda. &#8220;Vender pela internet custa 70% menos do que no &#8216;mundo real&#8217;&#8221;, afirma Romeo Busarello, diretor de marketing da Tecnisa. Os principais ganhos são no custo do estande e dos telefones à disposição dos corretores.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-no-proof: no;">A Tecnisa é uma das construtoras mais adiantadas em venda on-line, que hoje representa mais de um quarto (27%) das suas vendas totais. No acumulado de 2008, até 30 de novembro, 480 apartamentos tiveram sua compra encaminhada via internet. A expectativa é de que 30% das aquisições em 2009 tenham início a partir do site da empresa.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-no-proof: no;">Hoje, a equipe on-line da Tecnisa soma 52 corretores, que atendem 24 horas por dia. Há seis anos, quando o site foi lançado, eram apenas dois vendedores. &#8220;Quando está em obra, o empreendimento não tem estande, o que faz o consumidor perder o interesse em visitar o local. Nesses casos, a tecnologia torna-se uma ferramenta bem mais eficaz para atraí-lo&#8221;, diz Busarello.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-no-proof: no;">Não por acaso, a internet vai receber mais investimentos de marketing em 2009. &#8220;Vamos redirecionar nossas verbas: dos atuais 20%, a propaganda on-line passará a receber 24% do orçamento total, enquanto o jornal, que concentra 45% dos recursos, deve ficar com 42%&#8221;, diz Busarello. Ao todo, a previsão é de que o investimento em marketing da Tecnisa em 2009 vai somar R$ 30 milhões, mesmo patamar de 2008.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-no-proof: no;">Outra grande incorporadora, a Rossi, pretende manter neste ano o mesmo patamar de investimentos em marketing de 2008, cujo valor não é revelado. A verba investida destinada aos links patrocinados, porém, vai dobrar. Os links são anúncios que aparecem ao lado dos resultados das buscas dos usuários de internet. &#8220;Trata-se de uma ferramenta que oferece grande retorno&#8221;, diz Viviane Cukiero, gerente de marketing institucional. Atualmente, a Rossi patrocina cerca de 90 mil palavras em links dos portais de busca Google e Yahoo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-no-proof: no;">Na opinião do diretor de vendas da Rossi, Klaus Monteiro, o melhor é que a web permite filtrar o interesse do cliente. &#8220;O tempo para que ele se decida sobre a compra cai para um terço, uma vez que o consumidor não precisa visitar todos os empreendimentos&#8221;, diz o executivo, que mantém 50 corretores - o equivalente a um quinto da sua equipe de vendas - exclusivamente para o atendimento on-line. Hoje, são 120 mil acessos ao mês.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-no-proof: no;">Em 2009, a projeção é de que o número total de corretores vai subir de 250 para 350, sendo que 120 desses profissionais estarão voltados para as vendas on-line. &#8220;No ano passado, cerca de 20% dos imóveis vendidos tiveram sua aquisição encaminhada pela web e a nossa expectativa é de que, em 2009, esse índice atinja 30%&#8221;, afirma Monteiro.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-no-proof: no;">Na Cyrela, a venda iniciada pela internet representou cerca de 12% das vendas globais da incorporadora no ano passado. &#8220;Em 2009, esse total deve ficar entre 15% e 20%&#8221;, diz Ubirajara Spessotto, diretor geral da Cyrela. Em relação à verba de marketing, o executivo avalia que a web permite uma medição de retorno sobre investimentos (ROI, na sigla em inglês) melhor do que as mídias tradicionais. Isso porque é possível saber com precisão quais caminhos o consumidor trilhou até chegar ao site da incorporadora, algo mais difícil de descobrir em relação a quem chega ao estande.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-no-proof: no;">&#8220;Para nós, em 2009, não é a audiência que vai determinar os investimentos em mídia, e sim os hábitos do público-alvo, algo que pode ser acompanhado com eficiência pela internet&#8221;, diz Spessotto. Ele também reforça a aposta em mídias alternativas, como espaços em academias de ginástica e restaurantes próximos dos projetos da Cyrela.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-no-proof: no;">Dos atuais 280 clientes da NetCallCenter-Orbium - fornecedora de software de gestão de relacionamento com o consumidor -, mais de 30 são do mercado imobiliário, que despontou nos últimos dois anos como um dos principais setores atendidos pela empresa de tecnologia. &#8220;As incorporadoras vêm percebendo que o velho modelo do corretor sentado no estande, à espera dos clientes, é pouco produtivo&#8221;, afirma Marcelo Amorim, presidente da NetCallCenter-Orbium. Hoje, o consumidor quer resolver boa parte da sua vida on-line, para ganhar tempo, diz ele. &#8220;Se uma ferramenta permite visualizar, pelo computador, o quarto em três dimensões para saber se cabe a cama do filho, por exemplo, por que o consumidor rodaria de estande em estande para conferir essa informação?&#8221;, questiona.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-no-proof: no;">Amorim, que tem a construtora Even entre os clientes do setor de imóveis, lembra que o rápido avanço das conexões em banda larga nos lares brasileiros tem incentivado as incorporadoras a tornar sua abordagem on-line mais sofisticada. &#8220;Os consumidores podem conversar com o corretor virtual, tirar dúvidas por meio de chats ou videoatendimento&#8221;, diz o executivo. Dessa forma, conclui, só visita o estande quem está realmente disposto a comprar. &#8220;A incorporadora não gasta tempo e dinheiro com quem não está interessado&#8221;.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-no-proof: no;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-no-proof: no;">Daniele Madureira, de São Paulo </span></p>
<p><font face="Times New Roman"><font style="font-size: 11pt; mso-no-proof: no;" face="Arial"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">Artigo publicado no Valor online em 05/janeiro/2009</span></p>
<p></font><span style="mso-no-proof: no;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Times New Roman;"></p>
<div><span style="mso-no-proof: no;"></span></div>
<p></span></span></span></font></span><font face="Times New Roman"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="mso-no-proof: no;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Times New Roman;"></p>
<div><span style="mso-no-proof: no;"></span></div>
<p></span></span></span></p>
<p></font></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="mso-no-proof: no;"><span style="font-size: small;">  </p>
<p><span style="mso-no-proof: no;"><font style="font-size: small;" size="3"><span style="mso-no-proof: no;"><font style="font-size: small;" size="3"> </p>
<p></font></span></font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p> </p>
<p></span></span></span><span style="mso-no-proof: no;"><font style="font-size: small;" size="3"><span style="mso-no-proof: no;"> </p>
<p></span></font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p> </p>
<p></span></p>
<p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p> </p>
<p></span></p>
<p> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Crise e Setor Imobiliário</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Oct 2008 18:25:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cristina</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Mercado Imobiliário]]></category>

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		<category><![CDATA[Jorge Mattoso]]></category>

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		<description><![CDATA[O agravamento da crise financeira norte-americana e sua ampliação a outras partes do mundo mostraram os limites de um processo que foi  determinado pela financeirização da economia.
A expansão das finanças – em mercados altamente desregulamentados e minimamente controlados – reduziu as políticas públicas ao seu mínimo. Cada país teve emagrecida sua capacidade de investimento e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><a href="http://revista.vericia.com/wp-content/uploads/2008/10/images1.jpg"><img class="size-medium wp-image-193 alignright" title="images1" src="http://revista.vericia.com/wp-content/uploads/2008/10/images1.jpg" alt="" width="87" height="94" /></a>O agravamento da crise financeira norte-americana e sua ampliação a outras partes do mundo mostraram os limites de um processo que foi <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>determinado pela financeirização da economia.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">A expansão das finanças – em mercados altamente desregulamentados e minimamente controlados – reduziu as políticas públicas ao seu mínimo. Cada país teve emagrecida sua capacidade de investimento e enfrentou à sua maneira esta nova condição. Muitos permitiram simplesmente transferir parte de suas responsabilidades ao próprio setor financeiro. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Assim foi com a habitação nos EUA, onde os setores de mais baixa renda passaram a ser atendidos pelo sistema financeiro, com maiores taxas de juros e transferências de seus créditos para bancos de investimentos e fundos que os passavam adiante sem nenhum constrangimento.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Na primeira dificuldade, a inadimplência desses setores abandonados a um mercado desregulado gerou um estouro cujas dimensões e conseqüências ainda são difíceis de quantificar. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Em paralelo ao silêncio daqueles que passaram anos defendendo o livre mercado, há um crescente reconhecimento de que as recentes intervenções de bancos centrais de todo o mundo são indispensáveis, mas insuficientes. Esse reconhecimento prevê também a necessidade de uma maior regulação e controle e da constituição de instituições internacionais capazes de exercê-las. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Mas e o Brasil, como ficará em meio a esse extraordinário “imbróglio”?<span style="mso-spacerun: yes;">  </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Sabem os estudiosos e os brasileiros que - ainda que apreensivos com os efeitos que possam advir da retração do crédito e da demanda mundial - teremos melhores condições de atravessar essa crise do que no passado. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Não sem razão, apesar de todas as preocupações com o futuro, as previsões apontam para um crescimento superior a 5% neste ano e entre 3,5% e 4% em 2009, bastante superiores à média das décadas anteriores<span style="color: #ff0000;"> </span>e às previsões de crescimento das economias centrais. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">No Brasil, desde 2003 buscou-se reerguer o setor da construção habitacional, favorecendo a ampliação do crédito e a melhora das condições institucionais visando o melhor funcionamento do financiamento imobiliário – travado desde meados dos anos 80. Objetivo claramente alcançado, pois os dados do IBGE mostram que o setor da construção civil tem crescido mais que os outros setores industriais em expansão. Esse fato, além de confirmar o acerto das políticas adotadas pelo governo federal, mostra o recente dinamismo do setor imobiliário e referenda o papel significativo dos investimentos do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento na habitação.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">No entanto, felizmente, dois fatores foram amplamente distintos do ocorrido em países como os EUA. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">O primeiro, é que as políticas públicas - neste período pós 2003 - não foram abandonadas, muito pelo contrário. O desenvolvimento do Sistema Nacional de Habitação e a criação de mecanismos e incentivos – tais como o Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social - permitiram que o Estado, nas três esferas, se tornasse capaz de praticar uma política de subsídios transparente, sem a qual, não há como permitir o acesso à moradia às famílias com baixas rendas. Não houve, portanto, nem omissão frente ao grave problema social da moradia, nem transferência da responsabilidade ao mercado financeiro.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">O FGTS até 2002 definhava e sofria profundas críticas do Banco Mundial e de setores privados (industriais e do mercado de capitais) e propunha-se seu uso em outras atividades como no mercado de ações e/ou sua completa eliminação. Enquanto isso, seus parcos recursos financiavam apenas aos que tinham renda acima de 10 salários mínimos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Desde então, o FGTS recuperou-se (deve fechar o ano de 2008 com cerca de 100 bilhões de reais em caixa) e mostrou-se indispensável para o desempenho do setor habitacional e a alavancagem do crescimento econômico. Ao mesmo tempo, mostrou que graças às suas características e desempenho, pode e poderá – mantida sua destinação exclusivamente ao setor habitacional e infra-estrutura urbana - alocar recursos ao <em style="mso-bidi-font-style: normal;">funding</em> destinado a cobrir uma dívida social histórica, caracterizada pelo déficit de 8 milhões de moradias. Assim, em 2007, do total de financiamentos à moradia com recursos do FGTS, 90% foram destinados à população com renda abaixo de 5 salários mínimos, sendo que 76% para os situados abaixo de 3 salários mínimos. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">O segundo, é que apesar do extraordinário <span style="mso-bidi-font-style: italic;">esforço regulatório, legislativo e tributário - iniciado com o patrimônio de afetação, a regra do valor incontroverso e as reduções de carga tributária -</span> a securitização não decolou, devido à manutenção de taxas de juros demasiado elevadas. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Seu fraco desempenho, por um lado, foi negativo, já que uma maior <em style="mso-bidi-font-style: normal;">securitização</em> de créditos habitacionais favoreceria o giro da roda do financiamento. Mas teve outro lado positivo, pois relegou a um segundo plano um conjunto de pressões para desregulamentar ainda mais o setor. Dessa forma, assim que baixados os juros, a securitização poderá desenvolver-se de maneira mais apropriada, sem “sub primes” ou descontroles irresponsáveis.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Contudo, há que se enfrentar a realidade internacional de frente. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">O governo federal tem insistido corretamente na necessidade de preservar o crescimento econômico, assegurar o apoio às construtoras e o crédito ao financiamento imobiliário, indispensáveis à continuidade de seu desempenho recente. Também seria importante que as taxas de juros cessassem sua trajetória ascendente, possível pela própria redução da pressão de demanda.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">O FGTS tem sido indispensável ao desempenho do setor habitacional e seriam elevados os custos que poderiam advir de uma retirada, neste momento, de recursos da habitação. Afinal, este é um setor que tem alavancado alto crescimento, sem ônus à balança comercial e com forte geração de empregos e que, ao mesmo tempo se destina a cobrir uma divida social histórica de moradias. Na verdade, é indispensável a disponibilização de mais recursos do Fundo e de recursos orçamentários - na forma de subsídios explícitos <em style="mso-bidi-font-style: normal;">ex-ante</em> - para reduzir o déficit habitacional e ampliar o acesso da população de menor renda à moradia.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">A crise mundial pode chegar ao Brasil, mas com efeitos menores do que no passado e basicamente a partir do crédito e do câmbio. O setor imobiliário tem tudo para - após uma boa sacudida - retomar sua trajetória de expansão. Ainda que, além do apoio do governo, precise também reduzir um pouco suas expectativas, redefinir suas estratégias de longo prazo e elevar sua capacidade competitiva.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Não podemos olhar a economia e a sociedade brasileiras com os olhos do passado e nos satisfazer com os avanços já realizados nesses últimos anos. Tampouco o setor imobiliário. Seus investimentos – que cresceram nada menos de 14% em 2007 - precisam ser preservados hoje e ampliados nos próximos anos. Esta é uma demanda brasileira, de sua economia e sociedade.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">*Jorge Mattoso é economista e consultor, foi professor do Instituto de Economia da UNICAMP (1985-2008), Secretário de Relações Internacionais da Prefeitura de São Paulo (2001-2002) e Presidente da Caixa Econômica Federal (2003-2006).</span></span></p>
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		<title>Boas notícias para financiamento habitacional</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Oct 2008 21:20:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renata</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Segundo o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, “ainda tem muita gente que não pode financiar um imóvel”, e por isso, o governo deve anunciar nos próximos dias, novas medidas para facilitar ainda mais o financiamento imobiliário. Na opinião do ministro, o Brasil tem um sistema imobiliário “completamente diferente” do norte-americano e os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://revista.vericia.com/wp-content/uploads/2008/10/imagem-03_10.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-168" title="imagem-03_10" src="http://revista.vericia.com/wp-content/uploads/2008/10/imagem-03_10-300x226.jpg" alt="" width="180" height="136" /></a>Segundo o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, “ainda tem muita gente que não pode financiar um imóvel”, e por isso, o governo deve anunciar nos próximos dias, novas medidas para facilitar ainda mais o financiamento imobiliário. Na opinião do ministro, o Brasil tem um sistema imobiliário “completamente diferente” do norte-americano e os bancos brasileiros “têm muita capacidade de investir e financiar”, além de  existir demanda. O que precisamos é compatibilizar os juros, as prestações e condições de financiamento com a renda das pessoas,  “em especial, das famílias de menor poder aquisitivo”, complementou Paulo Bernardo.<br />
O financiamento imobiliário no Brasil tem crescido “de forma sustentável, saudável” e alimentado a indústria de material de construção. “É uma coisa positiva, que tem que ser mantida”, enfatizou o ministro.<br />
No Brasil, o setor funciona de forma diferente, com foco maior nos financiamentos com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que têm regras próprias para a concessão de créditos para a aquisição de imóveis. Por causa disso e em razão da grande demanda por casa própria, o aumento dos níveis de empregos e da renda familiar estimulou a recuperação do mercado de imóveis, com crescimento constante nos últimos quatro anos, de acordo com relatório da Companhia Brasileira da Indústria de Construção (CBIC).<br />
“O que aconteceu no mercado americano foi que primeiro os imóveis se valorizaram excessivamente. Depois houve um movimento muito grande para financiar e refinanciar. Então, quando veio o problema, verificou-se que o sistema estava todo bichado”.<br />
Ao contrário do que vem acontecendo na terra do Tio Sam, números da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) mostram que o setor imobiliário no Brasil cresceu 92,5%, de janeiro a agosto, em relação ao mesmo período do ano passado, graças ao ritmo acelerado de contratações.<br />
Até o fim de agosto deste ano, as operações com dinheiro das cadernetas de poupança para financiar 197.820 moradias somaram R$ 19,876 bilhões. A expectativa da Abecip é de que o volume de recursos chegue a R$ 30 bilhões no final do ano, e o número de unidades financiadas alcance 300 mil, superando o recorde de 1981, quando foram financiados 267 mil imóveis.<br />
Os financiamentos da Caixa Econômica Federal com recursos do FGTS já ultrapassaram 335 mil unidades até agora, com destaque para o crescimento de aquisições pelas populações de menor renda.  De acordo com as estatísticas da Caixa, a faixa de renda familiar até cinco salários mínimos responde por quase metade (48%) das operações de crédito imobiliário. A Caixa deve divulgar os números de setembro na próxima semana.</p>
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		<title>Propriedades valiosas em listas preciosas</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Aug 2008 18:46:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renata</dc:creator>
		
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		<category><![CDATA[Million Dollar Listing]]></category>

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		<description><![CDATA[O canal de televisão norte-americano Bravo apresenta aos telespectadores uma espécie de “reality show” no mercado imobiliário. O programa Million Dollar Listing está na sua segunda temporada e é um sucesso entre os americanos, mostrando a vida de três jovens corretores, que vão fechar negócios com os clientes mais sofisticados da Califórnia, vendendo propriedades de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://revista.vericia.com/wp-content/uploads/2008/09/imagem-19_08.jpg"><img class="size-medium wp-image-35 alignleft" title="imagem-19_08" src="http://revista.vericia.com/wp-content/uploads/2008/09/imagem-19_08.jpg" alt="" width="206" height="240" /></a>O canal de televisão norte-americano Bravo apresenta aos telespectadores uma espécie de “reality show” no mercado imobiliário. O programa <em>Million Dollar Listing</em> está na sua segunda temporada e é um sucesso entre os americanos, mostrando a vida de três jovens corretores, que vão fechar negócios com os clientes mais sofisticados da Califórnia, vendendo propriedades de muitos milhões de dólares. Josh Flagg, Madison Hildebrand e o Chad Rogers são os protagonistas desta temporada, que vai ao ar às terça-feira. Hildebrand tem apenas 25 anos, é autor de livros sobre sucesso nos negócios e vendeu sua primeira casa por quase três milhões de dólares, a uma celebridade hollywoodiana. Flagg administra os bens da família e acumula recordes na venda de imóveis. Para agradar seus clientes, ele envia carros com motoristas, aluga helicópteros e amarra uma fita vermelha em torno da casa, antes de entregar as chaves. Já o terceiro participante, Rogers, trabalha para a luxuosa corretora de imóveis Hilton &amp; Hyland, em Beverly Hills e é responsável pela maioria das casas em Malibu e pelos aluguéis que começam com 100 mil dólares. A segunda temporada não está sendo exibida no Brasil, mas para conhecer os novos participantes e suas aventuras no mercado imobilário basta acessar o site <a href="http://www.bravotv.com/Million_Dollar_Listing/season/2//index.php" target="_blank">http://www.bravotv.com/Million_Dollar_Listing/season/2//index.php</a></p>
<p><a href="http://www.bravotv.com/Million_Dollar_Listing/season/2//index.php" target="_blank"> </a></p>
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